Páginas

11 junho 2010

Fernanda de Castro

(Lisboa, 8 de Dezembro de 1900 – 19 de Dezembro de 1994)



Os Anos São Degraus

Os anos são degraus, a Vida a escada.
Longa ou curta, só Deus pode medi-la.
E a Porta, a grande Porta desejada,
só Deus pode fechá-la,
pode abri-la.

São vários os degraus; alguns sombrios,
outros ao sol, na plena luz dos astros,
com asas de anjos, harpas celestiais.
Alguns, quilhas e mastros
nas mãos dos vendavais.


Asa no Espaço – Lisboa, Edições Ática, 1955




 


Escolhi este poema uma vez que fala sobre o percurso da existência, sendo este, muitas vezes, atribulado. Trata também da vida após a morte, nos versos três a cinco: “E a Porta, a grande Porta desejada, / só Deus pode fechá-la, / pode abri-la”. O tema é interessante e fascina-me profundamente.


Ana Raquel






Uma mão de palavras embebida de poesia



"Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive"

             Ricardo Reis










POESIA PORTUGUESA NO SÉC. XX

 
Talvez a melhor forma de falar de poesia seja… lê-la! É por isso que te convido a partilhar connosco o(s) teu(s) poema(s) preferido(s).

Assim, através da leitura de alguns textos, faremos uma pequena viagem sobre a obra de diversos autores da poesia portuguesa do século XX. Uma viagem não só pelas obras e seus autores, mas também pelos diversos movimentos literários: modernismo, neo-realismo, surrealismo, experimentalismo…

Vamos também votar para destacar os 10 poemas +.

Conto com a tua participação empenhada!





  Procura versos, ou mesmo poemas completos, de que gostes particularmente e compartilha-os connosco. A única condicionante é que têm de ser de poetas portugueses do século XX!
  Também podes ilustrar o teu poema preferido com uma ilustração ou uma foto da tua autoria! Em alternativa, podes escolher uma pintura de um artista português ou estrangeiro. Atreve-te!